sábado, 28 de abril de 2012

Desabafo.


No começo, logo depois da fatídica notícia, fiquei passada, implorei...mas não muito.
Engraçado, quando estava a caminho de lá e imaginando, muito remotamente, que isso poderia acontecer, achei que entraria em pânico. Não. Isso prova o quanto a gente não se conhece, só passando pelo fogo para saber. Saí da delegacia cumprimentando os funcionários como se nada tivesse acontecido. Não me reconheci. Acho que foi uma defesa, uma maneira de manter a mente calma, sem entrar em colapso.
Logo em seguida, mas precisamente no portão, virei para o advogado que me acompanhava e perguntei: e agora? E ele: você vai fugir.
Foi nesse momento que começou a minha sina.
Aquela nuvem negra que andava pairando em cima de mim resolveu ficar. Não só ficar. Ela resolveu virar uma tempestade horrorosa. Tempestade com direito a raios de fogo.
Só no caminho de casa que o pânico esperado apareceu. Teria que fugir! Pra onde? Como?
Quem me abrigaria? Hotel não dava, uma fugitiva num hotel? Eu não estava em um filme de ação.
Cheguei em casa, fiz minha mala, com as coisas mais variadas e esdrúxulas que alguém poderia colocar dentro. Mas só fui perceber quando cheguei em meu destino e abri, um pouco mais calma.
Enfim, sai de casa, isso em 15 ou 20 minutos no máximo. A tempestade que há 15 dias estava se armando em cima de mim tinha resolvido desabar. Peguei a estrada. Eram exatos 163 km da minha casa até o meu refúgio. Dei uma parada na cidade ao lado, na casa de uma amiga. Ela chegava do trabalho. Eu tinha que espalhar aquele terror todo, senão ia explodir sozinha. Coitada, ela já estava nessa maré ruim comigo desde o começo. Parei apenas pra tomar um copo de água e um pouco de fôlego pra seguir. Espalhei meu terror e fui.
A viagem foi um misto de pânico, choro compulsivo, tentativa de controle, oração, pânico.
Já era noite. Meus olhos não viam mais nada. A estrada era até que boa, mas os faróis da pista contrária me cegavam. Ao chegar eu não tinha idéia de como eu havia conseguido. Foi uma sensação de alívio e tensão. Aconchego e medo. Muito medo.  Só hoje consigo entender.

Dentro desse universo paralelo em que convivo a quase dois anos e meio e que ninguém quer chegar perto (a penitenciaria) existem seres humanos desorientados, que muitas vezes não tiveram oportunidade nenhuma na vida. Cresceram dentro de uma cadeia, visitando o pai, o avô. Pessoas amadas por eles, que por mais que tivessem errado são da sua família. E o que nós somos senão o que aprendemos? Nossa base é estabelecida nos primórdios da nossa vida. Isso é sim uma cadeia, uma cadeia destrutiva em que nada se aprende de bom pelos os que ali ingressam.
Tenho visto que o sistema (ele todo, não só o penitenciário) apenas quer se livrar dos incômodos. Que ensinar? Que reabilitar? Que dar outra chance? São casos perdidos! Jovens e viciados em drogas pesadas em sua maioria, guardados. Fomentando uma violência cada vez maior.
Ouvi uma entrevista do ator Wagner Moura em que ele dizia que deveriam parar de construir cadeias e começar a construir centros de reabilitação para esses jovens drogados. Concordo em número, gênero e grau.
Alem do que pessoas boas são presas todos os dias. São sim! É fato! Desde maconheiros, que tinham seu estoque guardado na geladeira, mas trabalhavam pesado e com honestidade, até pais de família desempregados que não tinham como pagar a pensão, perseguidos por ex-companheiras enraivecidas.
Deixando a modéstia de lado, sou uma pessoa boa. Trabalho, pago minhas contas, sou gentil, amo minha família, tenho amigos (ótimos amigos, diga-se de passagem), reciclo o lixo, não jogo óleo na rede de água, faço caridade, amo os animais. Ajudo no que posso, dentro das minhas possibilidades, qualquer um que me peça ajuda. Pô! Eu sou do bem! Mas por um triz não fui presa. Por um triz não fiquei guardada, como se fosse prejudicial pra sociedade. Eu era mais um número na pilha de processos.

O fim ainda não chegou. A tempestade se dissipou, mas ainda vivo num inverno. O pior passou, fui absolvida, mas a chuva continua. Alguns dias com mais intensidade, outros até aparece um sol, mas esses são raros. Mas vai acabar, está chegando ao fim.
Disso tudo eu pude tirar que nesse espaço em que habitamos não existe um ser que seja perfeito. Senão aqui não estaria. Pude tirar que mais vale ser magoado que magoar. Dói muito mais magoar alguém. Que amigos verdadeiros existem sim. Eles se revelam no meio da sua tempestade pessoal. Surgem como se fossem raios de luz no meio do breu total. Que a humildade e a gentileza quebram a perna de qualquer pessoa mal educada que atravesse o seu caminho. Que a plantação é opcional, mas a colheita é obrigatória. Que as tempestades aparecem em nossas vidas pra nos lapidar. Somos todos diamantes brutos, lapidados pela bendita oportunidade da reencarnação. E principalmente que Deus é infinitamente justo. E o justo é bom.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Doação.

Boa noite!
Estou a um tempo sumida. Mas foi um sumiço bom. Sumiço pra recarregar as baterias, respirar novos ares, aprender, conversar, dividir, compartilhar, sonhar novos sonhos. Na minha opinião todos nós temos que sumir de vez em quando. Precisamos relaxar. Daí você lê essa palavra e pensa numa praia deserta,ou numa fazenda bem longe, com cheiro de mato. Pois eu fiz o contrário. Fui pro suprassumo da muvuca. Pro vuco-vuco intenso de São Paulo. Lá, no meio da cidade que não dorme, eu tenho um ninho muito acolhedor.  Pra mim não existe lugar melhor no mundo pra me aninhar. A menos que meu ninho se mude de lugar. Como já aconteceu, quando ele esteve um tempo fora do país. Mas eu sobrevivi, graças a tecnologia!!
E foi daí que saiu a minha pauta de hoje. A doação.
Essa palavra foi a muito tempo subjugada. Todos a associam apenas aos bens materiais. À esmola, à doação na igreja, à doação de roupas, sapatos. Pois existem doações de valores muito maiores. A doação do seu tempo, por exemplo, como eu recebi da minha irmã de alma, que me recebeu em seu ninho tão carinhosamente. Ou a doação de seus ouvidos à uma pessoa que está precisando desabafar. A doação de um sorriso. O sorriso é contagiante! Um beijo e um abraço aconchegante à alguém que se sente sozinho. Existem milhares de formas de se doar, mais e melhor, à todo tempo. A simples benção silenciosa, já é uma doação. E das melhores! 
Estou lendo um livrinho do Deepak Chopra que se chama: As sete leis espirituais do sucesso. Uma das leis é a lei da doação. E ele vai além. Tudo que doamos, desejamos, sentimos se transforma em energia, emanadas por nós a todo o tempo. E da mesma forma recebemos de quem está a nossa volta. Claro que só terá valia se vier realmente do coração.
A verdade é essa. Estamos todo o tempo doando e recebendo. Só nos falta prestar mais atenção nos nossos atos diários. Desligar o automático e passarmos a dirigir nossas vidas na direção do que queremos. Como disse Chopra: " se você quer amor, aprenda a dar amor; se você quer atenção e apreço, aprenda a dar o mesmo; se você quer abundância material, ajude outros a se tornarem materialmente felizes. Se você deseja ser agraciado com todas as boas coisas da vida, aprenda a silenciosamente abençoar a todos com o mesmo. Quanto mais doar mais receberá." 
Não me lembro de ter doado tanto a ponto de receber tantas bençãos, como esse ninho escondidinho no meio da selva de pedra. Mas sinto muita gratidão. Vai ver isso me facilitou as coisas. 
Então aqui vai um beijo no coração da minha Migolia, que me doa sempre que necessário esse ninho, entre mil outras coisas valiosas, e da Rê Campos que me doa sempre seus ouvidos e me empresta livrinhos tão bons como esse citado. 
Mil beijos!
Bibi

domingo, 15 de abril de 2012

Simples.

Bom dia!
Está um lindo domingo de sol! E ontem foi um ótimo sábado, que começou um pouco nublado, depois muito quente, terminando com uma brisa perfeita.
 Comecei o dia recebendo a visita da mama. Ela chegou super feliz de um passeio no shopping e no vai e vem da proza puxou um punhadinho de fotos antigas da bolsa. Fotos incríveis do meu tempo de criança, subindo nas árvores. Ela viu a foto que eu postei aqui da ultima vez que ela subiu em uma. Então resolveu trazer a prova de que sempre foi fã desse esporte! Demos muita risada!
Entre as fotos das árvores tinha uma especial, do natal de 1984. Eu e minha irmã, vestidas devidamente iguais, com as boneconas nos braços. Provavelmente tínhamos acabado de ganhar do papai noel (no caso meu tio Zinho) e estávamos radiantes de alegria! Como tudo era simples e bom naquele tempo! A mama se foi com a promessa da divulgação das fotos nesse blog. Ela anda mais empolgada do que eu com esse meu novo esporte! rsrsrsrs
 Aí me bateu aquela nostalgia! Como que hoje em dia as pessoas vivem sem o contato com a natureza?
Dia desses meu sobrinho, de 17 anos, me disse que nunca havia tomado um banho de chuva. Um banho proposital, claro. Gente! Fiquei passada! A chuva, na minha época de criança, era alegria na certa! No verão ela vinha pra fechar com chave de ouro o dia de brincadeiras. Poxa vida! Era bom demais!
A rua de casa era apinhada de crianças.  E nos finais de semana então! Como ela era fechada, saiam crianças pelo ralo. Vinham todas das ruas vizinhas brincar. Tinham jogos de basquete, futebol, campeonato de pipa, de bolinha de gude. Conforme fomos crescendo foram evoluindo as brincadeiras para campeonatos de truco e buraco. E sempre tudo tranquilo, sem brigas. A gente era realmente feliz e sabíamos! No mês de junho, a rua era novamente fechada pras festas juninas. Tinha de tudo um pouco.
 Agora, já adulta, ainda mantenho algumas manias vindas desse tempo "da rua". Não dispenso um bom banho de chuva. Nem, vez em outra, um campeonato de tranca. Subir em árvores ficou mais complicado, mas se for baixa eu me arrisco. E foi ali que aprendi duas coisas essenciais na vida, que sempre levarei comigo. Brincar e fazer amigos. Debaixo de chuva ou de sol escaldante sempre podemos ser felizes se realmente tivermos esse propósito. Sempre. Sempre. Sempre.

Mil beijos!
Bibi





sexta-feira, 13 de abril de 2012

Convivência.

Boa noite!
Passei o dia matutando sobre o que escrever hoje. Eram tantos assuntos que acabei me atrapalhando um pouco. Começa que hoje é sexta. Só ai já teríamos um bom pano pra manga. E não é uma sexta comum, é sexta-feira 13. Acho esse assunto meio mórbido e sem nexo. Afinal, desgraças acontecem todos os dias e se acontecessem só nas sextas-feiras 13 estaríamos feitos. Então eu passo.
Além disso hoje, dia 13 de abril, é comemorado o dia do beijo. Aí já comecei a achar a pauta mais interessante...Apesar de também achar um pouco sem sentido existir um dia para o beijo.
Mas é sem dúvida mais agradável do que ficar falando de lendas bizarras sobre deuses enfurecidos por não terem sido chamados para um jantar. Tem alguma coisa a ver com isso essa temida sexta-feira 13. Nada a ver! Vamos combinar!
Apesar de ser mais agradável beijar, também passo. Na minha opinião devíamos beijar todos os dias, e não só nossos companheiros amorosos, mas também nossos pais, irmãos, amigos, clientes, fornecedores, pessoas que convivem conosco no dia-a-dia. Que estão ao nosso lado na luta, na corrida pelo pão e pelo equilíbrio.
Enfim, cheguei a um assunto: A convivência. Parece tão simples, mas na hora de colocarmos ela em prática o bicho pega. No trabalho, em casa, no trânsito, na escola, seja aonde for. A verdade é que estamos vivendo em uma onda de informações X correria que acabamos mergulhados numa neblina. Buscando o sustento, tendo que dar conta de casa, família, saúde, entre outras coisas, acabamos mergulhados numa cegueira. Buscando somente o prazer imediato. O alívio do estresse, geralmente causado por nós mesmos, se torna muitas vezes perigoso e danoso. Aí deixamos de lado o mais básico, o mais fácil e sem dúvida o mais importante: as pessoas a nossa volta. 
A convivência, na minha opinião, é realmente difícil. Temos que ser tolerantes, pacientes e ter jogo de cintura diariamente. Mas que ser nesse planeta não tem que ter? Quem é tão abençoado, que pernoitou na fila da paciência e não se irrita na hora do rush? Ou tirou uma soneca na fila da tolerância e não se apoquenta quando bem na sua hora de ser atendido no caixa do banco e a moça resolve ir almoçar?? É realmente muito difícil viver permanentemente como um buda flutuante! 
O que eu defendo aqui é sermos justos e jamais ( jamais!) partimos pra violência. Física ou verbal. Francamente, a única maneira que eu consigo achar para manter a calma e o equilíbrio é se colocando no lugar do outro. Não fazendo o que não gostaríamos que fizessem com a gente. E tentando, por mais que pareça realmente que aquele dia todos levantaram pra te irritar, não cair nessa. Não somos tão importantes assim. Nosso ego é que acha que somos. 
Manter o bom ânimo e o bom humor não são tarefas fáceis. Mas nós brasileiros conseguimos levar isso muito melhor que outros povos por aí. Então aproveitemos desse jeitinho brasileiro de rir da própria desgraça e vamos rir. Vamos levantar e dar bom dia pras pessoas. Vamos sorrir, o sorriso é contagiante. Vamos parar, nem que seja por 15 minutos e respirar. Parece besteira, mas ajuda e muito. Vamos deixar de sobreviver e começar a viver. A vida é realmente uma oportunidade única. As pessoas a nossa volta são pessoas únicas, com universos próprios e temos que respeitar pra sermos respeitados. Vamos nos amar mais.Vamos horizontalizar o amor. Amo essa palavra. Amo vocês!
Mil beijos!
Bibi



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Amigas, elefantes, clientes, cores... S2

Boa tarde!

Os hindus dizem que o elefante significa boa sorte, que traz fortuna e abre bons caminhos!! Então nada como começar esse post com a foto desse lindo animal.
Só nós, os ocidentais, que não vemos grande coisa nos elefantes, os considerando apenas pesados e desajeitados. Por fim, fico com os hindus.
Mas o assunto não é elefantes, nem os hindus, nem uma reflexão sobre isso. Foco Bianca!
Queria mesmo era abrir aqui mais uma janela do meu universo, contando um pouco sobre meus trabalhos. Sou restauradora de móveis antigos, reciclo, dou uma repaginada, enfim, as vezes acabo deixando até mais velho do que veio (que é a pátina provençal e a policromia descascada que está super em alta!) Esse é o grosso, o trabalho do dia a dia.
Mas  nos últimos tempos tenho me apaixonado por outra atividade. Comecei como de brincadeira, fazendo das minhas amigas e hoje me peguei completamente apaixonada! A nova paixão são os esmaltes, as unhas e afins! As cores, os efeitos, os truques, tudo! enlouqueci por tudo! Virei a tarada do esmalte e as moças do depósito de cosméticos aqui perto de casa devem me amar!
Agora tenho feito semanalmente de algumas amigas, primas, tias e as minhas mesmo não duram um dia ( por causa do outro trabalho!) então me satisfaço nelas! Mas devo confessar que sou meio chata, se compro uma cor nova quero que passem, fico dando pitacos sem fim. Deve ser a maldita intimidade. Ela acaba mesmo com o nosso senso. Pretendo começar a postar as fotos de algumas unhas, é que sempre acabamos conversando e dando risada e esquecemos de bater. Me ajudem a lembrar, fiotas!!
Na verdade a intenção desse post é agradecer a todas vocês minhas amadas clientes! Obrigada pela oportunidade de aprendizado, pela paciência, pelos elogios, por todas as vezes em que fazemos as unhas isso virar uma festa, ou no mínimo um papo muito gostoso.
Vocês estarão sempre nas minhas orações e no meu caminho, me trazendo sempre boa sorte e quiçá fortuna! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mil beijos!
Bibi

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Azul índigo.


Hoje ando um pouco mais apaixonada pelas cores que o normal.
Principalmente pelo azul. Cor que transmite calma e serenidade, a meu ver, vai muito além disso. Acredito que seja a cor celestial. A cor escolhida por Deus para entrar em contato com seus pequenos aqui embaixo.

Existem vários estudos a esse respeito, mas um que me chamou muito a atenção foram sobre as crianças índigo. Desde que soube da existência delas me apaixonei ainda mais por essa cor. Chamadas assim por causa da cor de suas auras, essas crianças estão chegando ao nosso planeta em ondas cada vez maiores. Estudos dizem que esses seres estão reencarnando aqui para implantar uma nova era. Nos ajudar em questões sociais, educacionais, familiares e espirituais. Com um senso de justiça e ética reconhecidos já desde pequeninos, esses seres não aceitam ordens sem maiores explicações. Nunca obedecem ordens do tipo: fique ai que eu já volto, e por isso, muitas vezes inquietas, acabam sendo confundidas com crianças hiperativas, ou com déficit de atenção. Os pequenos de aura azul tem uma capacidade de liderança diferente daquela que conhecemos até agora. Eles entendem o que significa um ser humano plenamente realizado sem ter aprendido esse conceito de ninguém. São Crianças especiais com toda certeza. Ainda estou lendo a respeito e estudando esse assunto que me chamou demais a atenção. Aos poucos vou colocando aqui o que aprendi, porque além de ser um assunto fascinante é muito importante, já que podemos ter essas crianças dentro da nossa própria família, ou até mesmo sermos uma delas, quem sabe? O que se sabe é que elas reencarnam  em qualquer tipo de ambiente e em todos os pontos do planeta. Começaram a reencarnar depois da segunda guerra mundial e a partir dos anos setenta o número só cresceu. Acreditam que hoje 85% das crianças que nascem são índigos. Ou seja, se não somos, ou não temos dentro do seio familiar, com certeza conhecemos alguém que seja. Já tenho até alguns palpites e desconfianças...
Um bom dia!!
Mil beijos!
Bibi

terça-feira, 10 de abril de 2012

Esperança...

Boa tarde!

As janelas são o símbolo da receptividade do que vem de fora, além de simbolizar a consciência. Dizem que quando a janela é quadrada significa uma receptividade terrestre das coisas divinas, vindas do céu.
Além, é claro, de trazer luz e novos ventos sempre!
Escolhi essa hoje por causa da cor. O verde. A esperança. Que ela nunca nos falte. Esperança de arrumar um emprego, de comprar a casa sonhada com um jardim na frente. De cura de uma doença, de encontrar o grande amor da sua vida, de acordar mais animado amanhã. Do amanhã ser melhor, mês que vem ser melhor, ano que vem ser melhor.
Esperança de dias melhores pro nosso povo tão sofrido. Melhores governantes, melhor saúde, melhor educação.
Que Deus continue fechando algumas portas mas abrindo sempre novas janelas, com novos ares e cheias de esperança.
E que isso nos mova, nos anime, nos impulsione para que olhemos menos para fora e mais para dentro do nosso próprio coração.
Vamos plantar amor nas jardineiras das nossas janelas. E que todos que passarem por elas se contagiem!
Boa semana pra vocês!
Mil beijos!
Bibi



‎"Toda alegria é assim: já vem embrulhada numa tristezinha de papel fino." Millôr Fernandes


O Barraco que chora.

O barraco chora por falta de amor, ou de compreensão.
Falta da família, do calor, da união.
Dias ensolarados são mais fáceis,
Mas seria melhor um sofá e uma televisão.

O barraco chora nos dias de chuva....
Falta aconchego, um livro, um chá.
Sobra saudade, falta bonança...
Na verdade a dona do barraco vive por lá.

Com ela não se faz amizade
Ela é maldosa, é cruel.
Ai de quem não tiver criatividade
Ainda que te sobre um pouco de fé.

Os dias mais felizes do barraco são os dias de visita.
Ele se enche de alegria, corre, balança.
Comidinhas diferentes, frases de esperança...
É como se voltasse a ser criança.

Mas logo o dia termina
E a dona vem voltando
Botando ordem no barraco
Acabando com a felicidade

O nome dela é tristeza
Parece até onipresente
Com o barraco que se chora
É ela quem fica contente

Barraco que chora, chora com você meu coração...
Deixe pra lá a tristeza, não se entregue à solidão.
Daria a minha liberdade
Em troca de um pedaço de felicidade
Pra poder te levar de presente,
Em forma de sabão. 


Bibi

terça-feira, 3 de abril de 2012

Janelas, janelas, janelas..

Bom dia!
Como vocês podem ver, ando um pouco fissurada em janelas. Mas tenho uma explicação para isso.
O próximo tema que eu ando apaixonada e que pretendo trazer em breve, novamente se encaixa com janelas. Ainda estou estudando, porque é muito complexo, e como sei que algumas pessoas que andam expiando por essa janela são um pouco céticas (veja bem, somente um pouco) resolvi estudar um pouco mais a respeito, porque já existem estudos bem profundos à respeito do que pretendo hablar. Certo chicos?
Vocês vão ficando por ai, um tanto curiosos, não é?
E eu por aqui, um tanto atarefada.
Assim que conseguir volto para concluir.

Mil beijos!

Bibi.

domingo, 1 de abril de 2012

Janela do Universo.


Bom dia!!
Olhem para essa janela! Ela não é linda?? Ela nos convida a espiar. Nos deixa curioso pra saber quem mora ali! Como será aquele universo?
Escolhi essa janela azul para ser oficialmente a janela por onde vocês vão espiar meu universo. Ela é a minha cara!
Hoje acordei pensando na minha mãe, na minha infância. Ela se chama Nena Rigon. Eu e minha irmã crescemos fazendo uma visita periódica a um pesqueiro que tinham janelas assim, não tão charmosas, claro. Eram brancas mesmo, mas delas vinham um cheiro de dama da noite. E a casa era cercada de árvores, onde a mama adorava subir. Subia sempre mais alto que a gente. A gente ficava embaixo tirando fotos!
A mama me passou o que eu tenho de melhor na parte intelectual, digamos assim. Me passou também o interesse pelo divino, pelo esotérico.
Ela é pintora, cantora, bordadeira, faz crochê, e o que eu mais invejo: tem o dedo verde! Tudo que ela planta, dá!
Não puxei pra ela, somos bem diferentes, mas ela me mostrou as coisas verdadeiramente boas da vida. O contato com a natureza, com as artes, com a música. Sou apaixonada pelo Chico Buarque desde que me conheço por gente. Graças a ela!
Para entender o meu universo é preciso conhecer a mama, pelo menos um pouquinho.
Devo a ela meu lado intelectual e minhas melhores lembranças da infância. Divertida, inteligente, muito bonita e conservada em seus 63 anos, a mama me passou o que se deve aproveitar dessa vida. Com o que realmente vale a pena perdermos nosso curto e valioso tempo.
Vai aqui então, essa pequena homenagem a minha mama, que me deu a oportunidade de regressar nessa roda-viva e que eu amo profundamente!


Olha a mama aí! Achei essa mais recente e tive que postar!!! Dali a mama no auge dos seus 63 ainda subindo em árvores!!  amoooooo!!